Ministração da Palavra após o jogo. Mais fotos da Expedição Mochila…

A volta das férias

O Morrão voltou na segunda com suas atividades normais. Será o futebol de Segunda, Quarta e Sexta das 16h as 19h30. A primeira turma é para nascidos de 92 a 95 e a outra para 96 a 04. A última categoria, dos menores, demos uma esticada na idade. Temos alguns poucos garotos bem pequenos e não queremos perdê-los, então damos um jeito e encaixamos todos no time.

À volta na segunda me surpreendeu, tivemos 34 garotos. Muitos já estavam esperando. Domingo passei em várias casas avisando, mas não esperava tantos no primeiro dia. Agora a notícia corre entre os garotos e logo chegamos a uns setenta pelo menos. Outra coisa que me alegrou foi a volta das meninas, tivemos umas 5 jogando. Pedi para elas trazerem mais amigas e ai podemos fazer uma classe só de meninas. Por enquanto elas jogam misturadas ao menores.

A empolgação e mudança de pensamento do Ricco e da Lari

Eu estou muito empolgado com o Morrão e todas as coisas aqui na Vila Madalena este ano. São vários motivos, mas o principal é que tenho entendido melhor o lance de missões urbanas e a questão do nosso campo de trabalho. Determinamos para a EM que nosso campo não é um país ou região, mas sim as pessoas que estão ao nosso redor, na nossa rua e vizinhança. Pode parecer simples, mas a diferença é grande.

Além disto, ou talvez por causa disto, temos percebido oportunidades que não víamos antes, com o bairro, com as entidades e outras igrejas cristãs. Na verdade não é que não víamos antes, é que agora estou mais disposto e empolgado (além de organizado e planejado) para articular o bairro em torno do nosso propósito de evangelizar as crianças. Creio que isto venha de Deus neste período que temos orado e lido a Bíblia buscando orientação quanto ao nosso ministério.

Este entendimento, pela Bíblia e pela oração, tem feito eu e a Lari termos mais foco no trabalho principal de evangelizar as pessoas. Com isto vamos ter estudos por escrito (para levar pra casa), visita aos lares semanalmente e um culto mensal na casa de um dos garotos do time. Vamos encaminhando eles para as igrejas cristãs da região, discipulando e ganhando as almas para Cristo.

A mudança (a longo prazo) de pensamento dos cristãos e missionários também

Espero que as pessoas (principalmente os possíveis missionários) mudem e tenham em mente seu bairro antes da África, Bolívia ou sei lá que país. Imaginou se todos missionários ou aspirantes a missões olhassem para as crianças do seu bairro hoje como seu campo pronto para a colheita (João 4.35). Com certeza iriam realizar um trabalho sério, organizado e planejado como fariam se fossem enviados pra África. E começariam a dar frutos hoje e não só quando forem para o “campo”, isto é, se renderem “lá no campo”. Não sou contra o envio de missionários, pelo contrario, nós queremos um dia sair de SP para o Nordeste, Bolívia e África. Mas sou completamente a favor que se comece a dar frutos hoje, com o que tem na mão. E a EM esta disposta a te ajudar a começar hoje!

Uma vez o Tonho me disse que as pessoas estão muito mais dispostas a manter um missionário no Oriente Médio do que em SP. Apesar de ser uma verdade, é um erro. É esta mentalidade que queremos mudar nas pessoas. Mostrar que alma é alma em todo lugar. E quem mora em SP sabe que existem muitas “nações não alcançadas” dentro da cidade. Não importa o lugar que você escolheu para viver, seja por sua decisão, chamado de Deus ou oportunidade. Se existem almas para ser ganhas, pode começar um trabalho de missões.

Onde é os confins da terra para você?

O Felipe e a Ju de Campinas são um bom exemplo. Eles sempre dizem que quando atravessaram a ponte pra ir atrás das crianças do outro lado do bairro (o mais pobre), descobriram uma nação não alcançada. Crianças e famílias que nunca foram na igreja, ninguém estudava a Palavra de Deus com elas, ninguém as visitava, aconselhava e orava com elas. O que significa pra você ir até os confins da terra como diz em Atos 1.8? Pra você eu não sei, mas para um missionário americano, francês ou japonês, os confins da terra pra eles pode ser exatamente o seu bairro, sua vizinhança e sua rua.

PENSE NISTO!!!!!

25 Respostas to A volta do Morrão Futsal e o conceito de missões

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Lucas

fevereiro 20th, 2008 at 17:07

É verdade.

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Priscilla

fevereiro 20th, 2008 at 17:36

Meu campo missionário deste ano será a UERJ. Estudo ali e conheço muitas pessoas que precisam de Jesus. Quero evangelizar com minha vida! E, se necessário, com palavras.

O trabalho de vocês é benção demais!

Isso de as pessoas precisarem sair para fazer missões não é nem bíblico. Jesus deu uma progressão: Jerusalém, Judéia, Samaria e até os confins da terra. Ninguém se torna missionário como um passe de mágica quando vai para outro país.

Abraços.

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Adriano Estevam

fevereiro 20th, 2008 at 18:12

Muito legal Ricardo. Missões se faz em todo lugar. Estarei orando pelo seu trabalho.

Agora… Priscilla … Jesus não ensina nehuma “progressão” neste texto. Você estaria certa se Ele afirmasse “… primeiro em Jerusalém.. depois na judéia….”. Mas não é isto que o texto diz, não é verdade? =) Mas concordo com você no fato de que não é “sair de casa” que faz de alguém um missionário. Somos todos missionários nesta empreitada de implantar o Reino de Deus, seja na UERJ, no Dona Marta, ou no Planalto.

Abraços,

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Ricco

fevereiro 20th, 2008 at 19:15

Valeu Lucas, Priscila e Adriano

Valeu pelas oraçãos Adriano, sabemos como isso é importante.

Priscila, a Palavra usa o termo “tanto”. Ou melhor, pode ser ao mesmo tempo em Jerusalém, Judéia, Samaria e confins da terra. Ja tivemos uma discussão das boas na igreja quanto a isso. Eu acho que esta questão geográfica foi naturalmente citada e não propositalmente como uma progressão.

Mas a questão que você levantou esta certa. Não é uma passagem de avião que faz de alguém missionário. O que eu fico encucado é que nego gasta muuuito tempo e dinheiro pra estudar, se aculturar, aprender idioma e os escambau a quatro e depois não produz nem metade do que poderia produzir em sua terra natal (diga-se sua rua, sua faculdade pra começar). O pouco que conheço nesta área ja me permitiu ver coisas escabrosas, tanto do lado do missionário quanto da agência que prepara e envia.

Mas não é por causa do erro e imaturidade de alguns que temos que deixar de preparar e enviar. Os critérios é que devem ser refeitos e analisar o custo-benefício do preparo e envio, principalmente para regiões onde o evangelho é escasso ou não existe.

Temos que investir tempo em estudo, idiomas e culturas, com certeza. Mas também temos que produzir mais hoje, onde estamos, com o que sabemos.

Adriano, você serve a Cristo em que cidade, gostei do seu blog e do seu trabalho! Conte um pouco mais sobre este lance de “soluções tecnológicas para interligar localidades isoladas através de videoconferências.” Me interesso bastante por isso. Acho que seria legal você se apresentar aqui! Ai podemos ver como colaborar mutuamente.

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gacheiro

fevereiro 21st, 2008 at 0:28

Pois é, essa questão dos “confins” né?

A pouco tempo estava analizando certas situações de minha cidade. Conclui que aqui, em São Caetano do Sul, existem SIM povos não alcançados.
A cidade tem uma população de boa condição financeira e tals. Daí percebi um grande numero de jovens (pseudos) intelectuais que simplesmente são esquecidos dentre projetos evangelisticos ou “visões” de alcance… a igreja não sabe falar a lingua deles, não estuda sobre a cultura seguida pelos tais, enfim…

Quando paro realmente em frente a esse “campo branco” e vejo a distancia entre eu e ele, concluo que deveriamos repensar muito em nossos objetivos. Sempre com a consciencia de que existem SIM povos que simplesmente não ouviram se quer o nome JESUS em nações bem longe da nossa, mas nunca desprezando esse campo cultural em nosso redor que como disse o Ricco: são almas sujeitas ao inferno.

Bj e bom dia

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Ricco

fevereiro 21st, 2008 at 9:51

Paz Gacheiro! Valeu pelo comentário.

Esta é a nossa idéia, REver as pessoas ao seu redor. Sem diminuir em nada o desejo de enviar ou de ir, falando em missões. Mas rever as pessoas ao seu redor como um campo a ser ganho.

E sempre falamos muito dos pobres, excluídos e etc. Mas os ricos, milionários, estudados e etc precisam de Cristo igualmente. Que legal que você enxergou eles com eles olhos missionários…

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Lucas

fevereiro 21st, 2008 at 10:06

é, dizem que Deus te deixa em um lugar pra evangelizar, que só VOCÊ pode alcançar, ou seja Deus nos coloca (em nosso dia-a-dia) dentro do convívio de um povo não-alcançado. Seja esse povo seus colegas de trabalho, de faculdade ou seus vizinhos. Esse “povo” sua igreja não pode alcançar, seu pastor não conhece, é só você que tem acesso, só você.

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Ricco

fevereiro 21st, 2008 at 11:48

Pô Lucas, seu comentário me fez lembrar de algo. Agora em Janeiro tivemos uma reuião com amigos para um devocional. O Mateus, do Projeto Toque trouxe uma Palavra muito abençoada e depois ficamos trocando idéias e orando. Mas rolou uma fita que é mais ou menos o que você disse.

Uma pessoa que estava lá começou a chorar e dizer que se sentia um “nada” por causa de n motivos. E a questão que estava sendo discutida era o lance de fazer a obra de Deus e tal. Ai o Mateus, muito sabiamente (ficou gravado em mim a ação e palavras dele), se levantou e se dirigou a pessoa dizendo algo como: “O local que você pisa, nem Jesus pisou, só você, nem seu pastor, nem eu e nem ninguém. E é la que Deus vai te usar, pois só você esta tendo esta oportunidade”

Putza, emociona só de lembrar. Mas as vezes estamos tão ligados na mídia missionária que exalta uma meia duzia de pessoas e lugares, que ficamos como nosso amigo se sentindo uma “nada” mesmo com oportunidades únicas de Deus que nos dá todo dia. Só que isto não vai pra mídia ou a fama gospel, então satanás trabalha pra que pareça pouco, nada ou insignificante.

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gacheiro

fevereiro 21st, 2008 at 23:44

Ricco,vamo marca um “contra”?

Um dos pastores de minha igreja é ligado a um time ,tipo 95 ,94…vou falar com ele,acho que o mais viável seria num domingo pela manhã!(é campo)

Seria dahora,pq aí podemos fazer um “ida e volta”,dá até pra pensar em atividades (cristãs) extras!

Pensa aí mano!

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Ricco

fevereiro 22nd, 2008 at 8:51

Demoro gacheiro, muito bom!

Vocês têm campo ai? Aqui nós só temos quadra, mas posso ver um campo se precisar. Tem o Pelézão (na Lapa), que é só marcar e ir jogar, lá tem dois campos. A foto ai em cima no post é um contra, com a Igreja do Calvário, lá no Pelézão. Vou falar com o Milito e o Léo do Calvário, que treina um time de campo também, e podemos marcar os três times e fazer um mini-campeonato.

Depois Bíblia na mulecada. E ainda podemos preparar um estudo impresso pra eles levarem pra casa.

Já to mandando os emails!

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gacheiro

fevereiro 22nd, 2008 at 12:54

beleza…vou falar com Pastor aqui tambem….eles tem um campo onde treinam sim…

Tem mais de uma categoria aqui…demorou pra fazer um campeonatinho…tem muleke a beça aqui mano,dá pra formar dois times.

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Lucas

fevereiro 22nd, 2008 at 17:27

Se toodos pensassem dessa forma, talvez já tivéssemos ganhado metade dessa nação pra Jesus. Muitos achando que missão é ir pro seiláquistão, e se soubesem que fazer missões aqui tem o mesmo grau de “importância” do que ir pra não sei aonde. Mas tudo é uma questão de status. Hoje penso que as pessoas pensam que ir pro exterior pregar o evangelho é “mais bonito!” do que pregar no ônibus que você vai todo dia pro trabalho…

iii, vai rolar um futebolzinho??demoro, vo aparecer por aew, só tem um negocio: paulista num sabe jogar bola, quem domina são os carioca rapá!!! :)

Abração.

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Adriano Estevam

fevereiro 23rd, 2008 at 8:46

Amigos,

Obrigado pela resposta e convite Ricardo, vou aparecer na sessão da comunidade no blog e falar mais sobre o que faço.
Andei acompanhando os comentários, e muito embora seja suspeito por motivos óbvios, quero postar minha opinião mais uma vez.
Me permitam mostrar alguns números.

De toda força missionária brasileira de tempo integral, que hoje é a segunda maior do mundo, (3.200 numa população de mais de mais 25 milhoes de cristãos, segundo levantamentos da Sepal e IBGE), 25% destes servem dentro do Brasil; 20% dentro da Janela 10×40; 34% dentro da Região Ibero Americana e 21% em outras regiões do mundo. Este números mudaram bastante especialmente a partir da década de 90. O trabalho entre os indígenas na américa do sul mobiliza 400 obreiros brasileiros. Estes são números de todas as agências, extraídos de uma fonte segura. Usando apenas os números da agencia onde trabalho, dos cerca de 1600 missionários brasileiros, 5 trabalham na China. 800 servem de norte a sul no Brasil. Tirem suas conclusões.

Sobre status… 5.357.000 é o número total de obreiros cristãos (pastores), de todas as denominações que servem em contexto nacional. 443.000 são os que servem em contexto transcultural. Se ser missionário dá status, porque os números não são invertidos?

Outra coisa intrigante pra mim e esta mídia missionária que vc menciona Ricardo. Em toda minha vida cristã, nunca ví bombardeio de mídia missionária… Tudo bem, estou fora a mais de 10 anos do contexto de convivência em uma denominação. É possível que nesta década isto tenha mudado. Contudo, em todos os eventos de promoção missionária em que estive presente, a participação do público foi mínima. Diria insignificante, se comparado às multidões que correm as gravações ao vivo de DVDs de alguns artistas evangélicos.

Missões nunca me prometeu IBOPE, muito pelo contrário. A menos que o seu nome seja R.R. Soares, nenhum status está reservado ao seu trabalho missionário.
Pergunto: onde está então o status?

E por último, esta questão de “porque sair se há tanta necessidade aqui?” não é nova. William Carey, o sapateiro pai do movimento moderno de missões ouviu isto inúmeras vezes da boca de muitos cristãos sinceros, quando anunciou que Deus o estava chamando pra Índia. Graças a Deus, ele não deu ouvidos a isto e seguiu viagem. Lá além de pregar o evangelho, envolveu-se com a vida do povo… foi autor de leis, como a que proibia queimar as viúvas vivas com seus maridos mortos, entre outras. Se hoje eu tenho o evangelho, devo em grande parte ao exemplo dele, pois foi esta a fagulha que incendiou outros cristãos a deixarem suas comunidades para chegar até nós.

Repito, entendo e concordo com seu ponto de vista, Ricardo. Não existe área mais importante. Os critérios de envio,(quando existem) devem ser revistos. Tratamos exatamente sobre isto com as pessoas que escrevem pra nós desejando saber como envolverem-se com a obra – http://www.jocumeiros.com/2007/07/01/antes-eted/. A agência não faz ninguém virar missionário, pois isto não é cargo ou função, e sim responsabilidade.
Missões se faz onde Deus manda e Ele manda fazer em todo lugar, em todas as áreas, esferas de influência e culturas. Aos demais, não me entendam mal, mas por favor, não me venha dizer que as pessoas acham “bonito” servir a Jesus em outra cultura. Se fosse assim era o que vocês estariam fazendo neste exato momento. No entanto ainda somos centenas, num Brasil de milhões.

Abraços.

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JHÊ TERRA

fevereiro 26th, 2008 at 1:14

Ricco e Lari…

feliz pela volta ao Morrão e pelo jeito sempre simples e direto de falar daquilo que aprendem com as experiências de vcs…
que sejamos missionários antes aqui…pra querermos ir pra lá…

paz e vida…
:)

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Jhê Terra

fevereiro 26th, 2008 at 1:45

Adriano…
obrigada pelo comentário mano…tbm gosto do William Carey..
Gacheiro e Ricco…contem depois o que aconteceu no e com o jogo de vcs…
Lucas: num provoca os paulistas nao MEU..
hihi
Pricila: seja LUZ la sua faculdade minha irma…e vai contando os motivos de oração que vao surgir..
***
acho que nao estamos questionando a importancia de um ou de outro lugar, “campo”…acredito fielmente q pessoas que vão pra longe de sua terra natal, como o William Carey (exemplo do Adriano :) ), faziam o cristianismo valer como tal dentro do seu contexto diário dentro de seus paises, cidades, bairros e casas…é isso que temos que fazer…como vc e a Lari Ricco, eu acabei descobrindo (e em parte devo isso à EM) que nao interessa se vc tá no afeganistao, ou no iraque ou mesmo entre os yanomamis, ou ainda no Conjunto Cidadão…o importante é estar plantando a semente do evangelho, contando às pessoas aquilo que Deus tem feito na minha vida. Eu pensava muito em Afeganistao, por exemplo, e achava que só estaria pronta pra pregar o evangelho se fosse pra um seminario…hj eu tenho aprendido que todo recuros é importante, mas enquanto eu nao estou no afeganistao posso fazer bastante coisa aqui mesmo se eu sair da minha zona de conforto e me deixar ser usada…
Por isso…seja na faculdade, seja no morrao…seja na india…seja no me afeganistao…ser missionario de Cristo é bem mais que um curso de teologia…é vida diaria de cristianismo puro e simples.

paz e serviço a todos nós!

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Ricco

fevereiro 27th, 2008 at 9:55

Lucas, vamos marcar um ‘contra’ os cariocas. Ida e volta, o que acha. Só assim pra mostrar que futebol é coisa de paulista, no placar de um joguinho contra. O negócio de vocês é volei de praia, toma sol. To falando séro, se armar um time ai eu armo um aqui e fazemos o intercâmbio, seria legal! To falando time de aduto, nóis, não das crianças… Pense ai!

Jhe, valeu pela força que vem dai de Boa Vista! Nos motiva a continuar incentivando jovens que nem você a começar algo no bairro, na vizinhaça.

Adriano, valeu pelo comentário e pelas estatísticas que nos mostrou. O seu comentário mostrou como é importante considerarmos o contexto que vivemos para levar em consideração porque a pessoa tem esta ou outra opinião.

Vamos as considerações importantes…

Aqui na EM o termo “missionário” é revisto com cautela. Não consideramos missionários apenas os que “vão” ou são integrais. Os pastores que estão nas igrejas (os 5.357.000) também são missionários para nós, os jovens que estão brincando, jogando bola e evangelizando seu bairro também são missionários. Estes último, muitos nem sabem da existência das estatísticas da Sepal e nem sequer da Sepal. Tempo integral não é o nosso critério para ser considerado missionário. Mas isto é uma longa discussão, não estou questionando a Sepal, da qual admiro e utilizo as estatísticas, apenas estou mostrando o nosso ponto de vista. Na EM, digamos que incentivamos as pessoas a começarem a ser missionários. E não só incentivamos como treinamos, ajudamos e nos dispomos a estar juntos. Mas para ele COMEÇAR apenas, ali no seu bairro e vizinhaça. Depois ele pode ir fazer seminário, ficar integral e entrar nas estatítiscas da Sepal.

A mídia que citei, é entre os leigos em missões. Para eles servir na África é mais espiritual que servir no seu bairro, em SP ou Campinas. Na minha igreja mesmo estamos passando um processo difícil por tentar organizar a área de missões. Não existe interesse, mídia, ibope e nada mais. Por isto mesmo, se eu me pedir para eles doarem para um missionário na África, eles vão considerar mais espiritual do que seu eu pedir pra eles sustentarem um missionário no RJ. Isso é fato, não opinião, vivo isso todo dia. No meio missionário, entre irmãos maduros, não existe isso de que aqui é mais importante do que lá. Mas isso só entre os cristãos sérios na Palavra, para os leigos e oba oba ir pra África é mais espiritual e deperta mais interesse, como bem disse o Tonho!

Por isso mesmo a EM incentiva este início de trabalho missionário no seu bairro, por acreditarmos que seja ele parte da força missionária brasileira de tempo integral, seja ele o vizinho que joga bola e lê a Bíblia, ele esta agindo como um obreiro de Cristo. Claro que existe diferença, mas não podemos desprezar os pequenos e simples começos, e nós, além de não desprezarmos ainda incentivamos.

O que você falou sobre eventos de missões e eventos de música crente é real. Neste post eu falei disto. E vem mais por ai, pois creio que esta onda de suposta adoração tem tomado o lugar das missões. Um dos motivos que não se fala tanto de missões nas igrejas, é que se fala muito de louvor x, adorador y, grupinho sei la o que de Deus. Em breve vou escrever mais sobre isso.

Poxa mano, o R.R. Soares é benção. Se ele é da “mídia” não importa. Ele esta em cadeia nacional no horário nobre. Meu sogro se converteu assistindo ele. Como disse acima, não desprezemos só por que não faz parte das estatísticas da força brasileira missionária de tempo integral da Sepal.

Bom, concordo plenamente no lance de “porque sair se há tanta necessidade aqui?” Se todos pensassem assim, o Brasil nunca seria evangelizado. Coitado de nós se os europeus não cruzassem os mares para pregar sem nem saber o que iam encontrar por amor ao evangelho. Eu mesmo quero sair um dia, tenho me preparado para isso, eu e minha esposa. Mas é justamente esta a questão. O que estou fazendo enquanto me preparo e o “ir aos povos no Brasil ou fora” é só um sonho e desejo. Eu acabo “indo a minha vizinhaça”. E na EM motivamos todos a fazerem isto. E acho que se quer ser um missonário integral, tem que se preaparar mesmo, e creio que a Jocum é uma boa maneira de fazer isso.

Sabe Adriano, as pessoas acham bonito sim ir servir a Cristo em outra nação. Mas desde que nã seja ela e nem dependa do dinheiro dela, ai elas acham lindo…

No link que você passou do post Antes de fazer ETED, achei muito bom: Defina seu propósito e Estabeleça laços com a igreja. É isso que a EM tenta motivar e ensinar na prática, dar ferramentas para excutar. Quem esta pensando em ser integral, deve começar com algo pequeno. Inclusive isso ajuda a decidir sobre ser integral ou não. Eu sou prova disto!

Inclusive ótima dica este Blog Pé na Estrada da Jocum, já adicionei nos meus feeds e nos links aqui do blog.

valeu e vamos continuar a conversa…

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Priscilla

fevereiro 27th, 2008 at 11:16

Eita, não sabia que essa discussão tinha rendido tanto… entre propostas de jogos de futebol e tudo…

Bem, espero que tenham entendido que eu não sou contra missões. NÃO MESMO!!! Mas acho que muitas vezes reduzimos o termo àquelas que são transculturais, quando é muito mais amplo. Minha casa, por exemplo, é meu maior campo missionário. E sei que é o de muita gente também.

Mais, acho de suma importância a preparação do missionário. E o envio. Parece-me que existe um abismo entre o missionário e a igreja, como se ele não fizesse parte dela (não incluo aqui as que enviam e sustentam seus missionários com dignidade, porque elas existem), e ele faz!! Peraí, a pessoa sai de sua casa, seu estado, seu país e não recebe uma cartinha de apoio, um sustento, uma oração. E ainda tem gente que fala mal quando o missionário volta frustrado.

Sei lá, hoje me ocupo mais com esses detalhes. Não fui enviada, não sei se serei, mas sei que milhares de irmãos e irmãs meus estão passando por essa experiência e procuro ajudá-los da maneira que posso.

Abraços em todos.

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Lucas

fevereiro 27th, 2008 at 13:01

A Paz do Senhor pra galera!

Bom, se rolar o futebolzinho , vai ser maneiro, e Ricco, como você pode dizer uma blasfêmia dessa:”Só assim pra mostrar que futebol é coisa de paulista,…O negócio de vocês é volei de praia” ??? Nós podemos ser os reis do volei de futebol, mas antes fomos os reis do Futebol, hehehe :)

Mas quanto a questão do status, realmente nós vemos um vislumbre, um romantismo da parte da igreja , quanto aqueles que vão para campos distantes em outros países, as pessoas se impressionam, emocionam e tudo mais, no final isso num adianta de nada…

Como o Ricco disse, ng considera um cara que vai ser missionário no Rj, ou vice e versa. Mas se o “varão” foi pra Africa, aí muda a história. Muito se imagina na mente do frequentador de igreja comum , que ser missionário é uma super aventura, cheia de surpresas e descobertas, com dificuldades sim porem Deus sustentando tudo e os fazendo feliz… mas vemos que a história num é bem assim. Com o Portas Abertas nós aprendemos isso. Que os caras mais sofrem, mais apanham que outra coisa, a visão popular é meio fora da realidade e injusta.

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Xina Rj

março 4th, 2008 at 0:14

mEU … O RIcco , não que el ja seja um instrumento … mas cara tem vezes sei lá que ele escreve uma coisas assim … vinda direta sabe de Deus .. mesmo ” revelação ” aprendo muito com o Ricão .. só lendo os blog dele meu … enfim ricão assino em baixo ai oq vc colocou ….. essa galeraque envia … os miss pra africa … é pq nunca foram na cracolandia , periferias dos grande centros urbanos para verem pessoas não – alcançadas ” ou até memso no nordeste nos ettão … como eu vi lá em certos povoados .. vc chegar pra falar de jesus e a pessoa responder : nunca morou aki .. mas como falo … não sou contra de irem pra africa … mas da muito mais ibope pra curriculo … de igrejas e pessoas irem paralá …. enquanto aki … hum .. abafa …..

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Adriano Estevam

março 4th, 2008 at 13:33

Ei Ricardo,
Depois de nossa Blogagem coletiva, olha eu aqui de novo. Valeu pelos links e msgs. Acrescentei o Expedição no Pé na Estrada e no nosso Blog tb. Achei muito legal o trabalho de vcs. Preciso qualquer dia deste te contar sobre uns projetos de estão acontecendo por aí-a-fora nestas áreas.

Concordo com você em relação a definição do termo missionário. Todos somos missionários, enviados, no local onde estamos. Exatamente por isto enfatizei que estes números são de obreiros de tempo integral, que é uma realidade um pouco diferente, não mais nem menos importante.

Sobre o R.R. não estou dizendo que ele é “da mídia”, picareta ou algo assim. O que quero dizer é que missionário não é cargo e sim responsabilidade. Ninguém é ordenado ao “Santo Ministério de Missões“, pelo menos não que eu tenha notícia. Ele (O R.R.), entre os famosos pregadores eletrônicos é um dos poucos (ao lado do Davi Miranda) que se intitula “missionário”. Os outros em sua maioria são pastores, bispos, apóstolos, etc… Enfim… se seguisse a moda já teria se “promovido” a uma patente mais alta.

Sobre sua colocação a respeito da IGREJA instituição achar mais interessante contribuir com missões mundiais, é um pouco diferente da questão que estávamos discutindo que é o argumento de as “pessoas acharem mais bonito servir em missões fora do país do que em sua própria comunidade”. Embora entenda o que quer dizer, eu precisaria gastar algumas linhas a mais apenas sobre isto. Na realidade seria assunto pra um post inteiro… quando há dinheiro envolvido, alguns outros males vêm de carona…

O que vcs chamam de romantismo, ou achar bonito, na igreja evangélica eu chamo de visão poética de missões. A igreja instituição vê o trabalho missionário como uma tarefa árdua e longínqua. Professa amor eterno pela causa, porém a primeira verba a ser cortada em caso de problemas financeiros é a verba missionária. Não vejo isto como uma espécie de admiração como vcs colocaram. Contudo, cada um tem a sua opinião não é verdade? =)
É muito fácil descer a lenha na igreja, sem apresentar qualquer solução ao que criticamos, por isto sigo fazendo a minha parte. Fico feliz porque vcs estão fazendo o mesmo, cada um no seu lugar. Vamos adiante.

Abraços,

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Ricco

março 4th, 2008 at 13:38

Priscila, não achei que você era contra missões. E acho que ninguém achou também. Só situamos a colocação de Atos 1.8 com relação a “progressão”. Como falei para o Adriano, o contexto que vivemos deve ser levado em conta nos comentários. Quando você diz “Parece-me que existe um abismo entre o missionário e a igreja, como se ele não fizesse parte dela (não incluo aqui as que enviam e sustentam seus missionários com dignidade, porque elas existem)” É exatamente isto, a crítica é para os crentes e não os missionários. Estes que se dedicam integralmente ao ministério já estão exercendo seu ofício. Igrejas temos de todos os tipos, da mais envolvida até a menos o ou nenhum envolvimento com missões, pessoas, pastores e ovelhas do campo, seja aqui ou na África.

Lucas, você também disse “Como o Ricco disse, ng considera um cara que vai ser missionário no Rj, ou vice e versa. Mas se o “varão” foi pra Africa, aí muda a história.” Novamente, estou me referindo aos crentes do RJ considerarem sua cidade um campo. O que os missionários integrais pensam do RJ eu ja sei e muitos estão fazendo o seu trabalho.

Como por exemplo o Xina RJ (é o Felipe do Projeto To na Rua, no RJ) que muitos são enviados para a África porque não foram na cracolândia. Discordo. Uma coisa é o missionário integral na obra. Outra e o morador da cidade de SP que é crente. Um leigo, ou aspirante a missionário, que também são os que tentamos incentivamos aqui, nem pode ir para a Africa fazer missões. Mas pode ir na carcolândia, se for morador de SP. Mas la na cracolândia, tem missionários integrais também, trabalho sério e não só leigos e interessados no assunto.

A idéia da EM é levar o conceito de missões para o cristão em geral. A EM pode e deve estar junto com todos. Mas quem já decidiu ser integral, hoje, vai ser melhor preparado em outra organização cristã. Na EM ensinamos a jogar futebol, taco ou bolinha de gude e meditar na Palavra com crianças da rua, do bairro, nas praças. Por duas horas em um sábado pra começar. Isto é beeeeem mais simples, em termos de ministerio de evangelismo e discipulado, do que um obreiro integral executa no seu trabalho. Seja na cracolândia, no RJ, na África ou nos EUA.

Por isso a crítica aos que não apoiam ou não valorizam o trabalho de missões é menos eficiente do que vivermos uma vida de evangelismo. E ensinar, que podemos todos colaborar com o Reino de Deus, seja integral, seja parcial no ofício de Pastor, missionário, evangelista, mestre e etc…

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Ricco

março 4th, 2008 at 14:04

Adriano, respondemos quase na mesma hora, he he. Diferença de 5 min. Enquanto eu escrevia não vi sua reposta sendo postada. Então, ai em cima já dei uma reposta que serve ao seu comentário também. Temos que separar ao lance de integral e parcial e/ou voluntário e principalmente, a crítica da ação. Caminhemos ao alvo…

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Xina Rj

março 4th, 2008 at 23:50

Ricco .. quando vai ter mais podcast .. meu .. com msg,.. como essas d emis~soes urbanas .. assim no blog …. e o resto ta de boa … bem … e o lance de africa ..e cracolandia .. acho q não sei se eu escrevi errado .. ou vc interpretou errado .. mas enfim … isso ou não meu temos q fazer .. atitudes … e poxa um abraço pra ti mano veio ….

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Xina Rj

março 4th, 2008 at 23:51

e cara eu li uma reportagem bem interessante meu .. eu iria mandar pra vc .. sobre crianças na colombia .. muito loco cara .. queria q vc lesse … um abraço !!!!!

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Emilly....

abril 27th, 2009 at 19:30

E ai tb galera………….abraçosss…..fortes bjosssssssss

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“Uma Bíblia e uma bola e ganharemos as crianças para Cristo”. A Expedição Mochila incentiva, apóia e capacita líderes de Ministérios com Crianças. Evangelizar as crianças do bairro, isso é o que sonhamos para todos os jovens da Igreja.

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    Ah tá aqui o 1° colocado já vestindo a sua camisa da Seleção Brasileira!Do 5° ao 1° colocado! Oxi, cadê o 1° colocado?Medalha de participação para todo mundo!Medalhas! Medalhas!Premiação da Copa do Mundo no seu BairroUm lanchinho pra mulecada!

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